quarta-feira, 14 de janeiro de 2009


Trabalho de Graduação "Espaço de Ensino e Divulgação da Música - EEDM"


O Espaço de Ensino e Divulgação da Música não é somente uma simples escola de música. É mais do que isso.
Implantado num terreno extremamente íngreme e que se tornava singular por sua localização e diálogo com a cidade, o EEDM trás o objetivo não só de ensinar música, como uma escola convencional, mas de promover estudos aprofundados sobre essa arte além de incentivar de forma significativa a divulgação e o encontro da música e seus protagonistas na cidade de Uberaba.



Vista do Terreno



O complexo é formado por um edifício administrativo e também voltado ao ensino, uma biblioteca diferenciada e um auditório com capacidade para 1200 pessoas. Além se ser composto por espaços destinados à divulgação da arte em geral, como um foyer, um corredor cultural e praças da arte.




Todos os acessos do complexo foram pensados como sendo o “silêncio”, tão presente na música e também na arquitetura em forma de respiros, espaços abertos, momentos em que a arquitetura se volta para o abstrato e o contemplativo.
Nesse caso, as rampas são todas formadas por estruturas de vidro translúcido, bem como o elemento que liga a parte superior do complexo à inferior, uma passarela de vidro fechada e suspensa, que atravessa a biblioteca e termina por levar o fluxo ao emaranhado de rampas na parte baixa do projeto.




Quanto ao partido arquitetônico, o complexo foi pensado como um único acorde, sendo materializado no edifício vertical de ensino, que se reverbera ao longo do terreno em diversas ondas e ângulos, formando assim, todo o restante.


É o caminhar do som, ora sendo interrompido por um silêncio abrupto, ora por ondas que se chocam e de certa forma geram um caos que termina por organizar a si mesmo.

É a arquitetura em forma de música, ou a música que se materializa em espaços.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O que é Arquitetura?

Segundo o grande Arquiteto e pensador Lúcio Costa, a "arquitetura" é parte fundamental da criação artística como manifestação normal de vida, constituindo uma espécie de ´álbum de família´ da humanidade. Ela deve ser vista como um bem durável, concebido de maneira estrutural e orgânica, na medida do corpo do homem , sentido em termos de espaço e volume, enfim, a arquitetura é algo para ser vivida.